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14 de mai. de 2015

O amor não é complicado, as pessoas é que são...


Ele não depende disso ou daquilo. Ele não é passageiro, não busca completar-se, pois nasce completo em si. Não necessita reciprocidade. O amor simplesmente acontece e não há porquês. Não há momento, nem motivos e seu antagonismo é o vazio e não o ódio. O ódio, por sua vez, também pode ser amor. Tamanha é a abrangência de seus sentidos e reações.

As pessoas sim complicam o amor.

O ser humano é complexo e despeja turbilhões de responsabilidades sobre Ele. Responsabilidades que não o cabem, sérias ou banais, burocráticas... Colocam preço, atribuem valor, o transformam em moeda de troca, em mercadoria, em contas a pagar. O carimbam em papéis cheios de assinaturas, em tratados constituídos... Fazem dele política.

O amor não está atrelado à vida, nem à presença física. Ele não depende de contato algum. Ele não precisa do tempo nem do conhecimento, nem ao menos de intimidade ou afinidade. Ele não requer explicações. Ele não exige lucidez.

Cobranças, dependências, culpas, saudades, desejos, necessidades, disputas, vaidades... São sentimentos ou condições humanas mutáveis, alheios ao amor, passíveis de controle e de extermínio. 

Mas o amor permanece. Ele é maior que o ser, por isso não nos possibilita controlá-lo, quantificá-lo, modificá-lo, diminuí-lo, decliná-lo... 

É como estar debaixo d'água, quanto mais se debate, mais se afoga. E que morte! 

Ele nos eleva. E não resta outra alternativa, senão desfrutá-lo.

Todos os outros sentimentos fazem de nós "Realidade", o amor nos faz "Divindade".


Vivian Guilhem

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25 de fev. de 2015

Por que passamos os sinais errados a quem amamos?

"A Semiótica dos relacionamentos"




Você já parou para pensar em como as pessoas interpretam suas ações? Seus sinais? E a forma como você os expressa?
Nas relações entre as pessoas é comum acontecer o que eu chamo de "equívoco dos sinais".

Primeiramente, devemos entender que comunicação não é somente a fala ou a escrita, mas todas as formas de expressão, sejam concretas ou abstratas. Uma imagem, uma foto, um gestual, uma atitude, a forma como você se movimenta, se veste, anda, dança, as músicas que ouve, seus gostos... Tudo isso e muito mais completam um conjunto de formas e expressões que podem ser interpretados como "sinais" e são capazes de emitir mensagens suas a todo momento, criando o conhecemos por "imagem". Essa imagem que passamos aos outros.

E é a comunicação o elo principal de qualquer relação, capaz de causar sentimentos completamente antagônicos, desde a admiração extrema à discórdia e até ao ódio, ou simplesmente à indiferença. Os seres humanos possuem grande dificuldade em expressar e interpretar esses sinais dentro de uma relação. Somos todos iguais, mas somos todos diferentes, pertencemos a mundos, pessoas, e ambientes diferentes que se fazem presentes na maneira como percebemos um ao outro. E uma relação amorosa por si só já é repleta de complexidades e diversidades, portanto a comunicação deve ser estabelecida como base, sem ela não há sustento. 
Tente perceber os sinais que você transmite com um certo cuidado, pois as interpretações podem ser inúmeras e por conseqüência, totalmente equivocadas quanto à ideia original. Uma mesma palavra ou um mesmo gesto possuem interpretações distintas que condizem com a forma de pensamento natural e específico de cada um. E nem sempre isso fica evidente. As vezes realmente nos passa despercebido. 

É inerente a maioria dos seres humanos o erro dos sinais e é comum dentro de uma relação amorosa induzirmos ao equívoco, conscientemente, muitas vezes praticando o que podemos chamar de “jogos sentimentais”. Isso porque somos cheios de questionamentos, inseguranças, carências e no geral, temos dificuldade de demonstrar nossos sentimentos. Eu diria que a maioria de nós foi criada para não demonstrá-los. Mas o amor é mesmo algo grandioso e ele assusta. Quem já se feriu uma vez, tem medo e por conseqüência, tenta se “proteger” de alguma forma, afetando justamente o principal sustento da relação, a comunicação.

Se seu relacionamento não vai bem, esta falha pode ser a causa central.
Mas como resolver? Listei abaixo alguns tópicos que podem servir como um convite à percepção:

Pare e pense!
Tentar identificar como você está passando seus sinais ao outro é um bom começo, se o que você diz e faz é exatamente o que você pensa e sente. Se não é, realmente está passando uma imagem errada e corre um sério risco de estragar sua relação. 

Tenha clareza! 
Você não é necessariamente obrigado a falar ao "pé da letra" o que pensa ou sente, mas ações ou sinais que não deixam sombras de dúvidas transmitem segurança e por fim, permitem ao outro saber o que você quer, quais suas intenções e permite também que ele conheça sua verdadeira essência. Os jogos sentimentais podem ser desastrosos. Por isso tente se perceber. Resolver suas próprias dúvidas e indecisões é o caminho para ser mais assertivo.

Não se sabote!
Muitas vezes queremos demonstrar, expor sentimentos, nos expressar, mas por timidez, insegurança, baixa auto-estima, complexos, ou por milhares de outros motivos, nos fechamos à isso, agindo de maneira completamente contrária ao que desejamos passar, afastando quem amamos. Isso é a famosa auto-sabotagem e ela é com certeza sua maior inimiga.

Seja empático!
Tentar se colocar no lugar, tocar o mundo do outro, entender sua linha de raciocínio e de pensamento também são fatores importantíssimos pra se ter um bom diálogo na relação. A empatia é a alma de uma afetividade harmoniosa.

Esclareça!
Perguntar não ofende, diz o ditado. Não tenha medo de esclarecer diretamente suas dúvidas em relação aos sinais que você está passando e recebendo do outro. Isso evita uma “bola de neve” de mal-entendidos.

Silencie quando for preciso!
O silêncio também é um sinal e deve ser aplicado com sabedoria. Certos momentos não são ideais para se resolver aquele assunto que ficou pendente ou mal-resolvido, ou mesmo de agir. Experimente e perceba este momento. Não se precipite, a pausa é sempre uma aliada. Mas que dure o tempo que precisar, somente até a  “poeira” abaixar, nunca se deve arrastá-la pra debaixo do tapete.

Evite repetir os mesmos erros!
Assumir os erros é sempre um sinal de força, não repeti-los o tempo todo é sinal de sabedoria. Errar pode ser uma boa maneira de se auto-conhecer, portanto é inteligente enxergá-los e transformá-los em experiências positivas. Seja verdadeiro, essa é a maneira de se obter uma resposta igualmente sincera, e também a melhor forma de conhecer o outro, evitando cometer os mesmos erros e evitando outros erros futuros. O Bom relacionamento deve-se sustentar na verdade e na coragem.

Lembre-se, ninguém lê pensamentos. Portanto manter sempre um diálogo franco, sem meias palavras, por fim, é a melhor maneira de se chegar a um equilíbrio.
O mais importante de tudo é ser autêntico. Se você ama alguém de todo coração, seja você mesmo e não tenha medo de ser sincero. 




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